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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

And I always thought I would end up with you, eventually.

Eu teimo em te tornar uma parte qualquer das minhas lembranças, alguém que na realidade nunca existiu, ideia, pensamento vago e sutil da minha mente sonhadora. E tu te torna realidade, consegue fazer de mim o teu brinquedo, me ter em tuas mãos, me faz esquecer dos meus sonhos e divide os teus comigo.
Faz transbordar o meu copo meio vazio, me faz querer todos os clichês românticos ao mesmo tempo, de beijos na chuva à se lambuzar de brigadeiro, me faz pensar em envelhecer, em criar juízo, em manter rotinas, em ser a mesma pessoa todos os dias.
Tu me tenta a te tornar verdade, justo quando o que eu mais preciso é de uma mentira daquelas mal contadas.
Pra retornar aos bons e velhos tempos , perder o juízo, acordar marcada, cheirando a álcool e à fumaça dos cigarros, enchendo xícaras e mais xícaras de café frio e transpirando rock and roll.
Então tu te torna a minha mentira, a minha parte junkie, as marcas no meu corpo, a cerveja, tu te torna todas as partes da minha vida.
Tu leva meu coração contigo, pra onde quer tu vá. Por que ele é teu.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Never meant to hurt you.

E foi digerindo palavra por palavra daquele texto teu que eu percebi que eu não sou a unica. 
Que eu não estou sozinha quando fico deitada pensando em como tudo poderia ter sido, e em como passamos de verdade absoluta, dogmática, eu me permito dizer. Para estranhos, sem muita vontade de se conhecer, que se encaram em um lugar qualquer. Pra essa mentira mal contada, encardida. 
Eu sei que não deveria ficar aliviada com o teu sofrimento. Mas eu fico, seres humanos são egoístas, eu não poderia ser exceção. Sofri, agora é a tua vez. Nem sei quantas vezes me peguei me repreendendo por pensar assim 'que cruel'. 
Queria que tu tivesse coragem de me dizer, aquilo tudo que eu sei que você pensa, e que tu sabe que eu também já pensei. Ainda penso.  
Eu sei que você notou. E sei que vai falar disso mais tarde, ainda hoje. E também sei o que vai dizer. 
O fato é que eu te conheço. Melhor do que qualquer outra pessoa, porque eu reparei. Eu me interessei por quem você é e pelo que você pensa. Tu foi uma das pessoas que mais me fascinaram. 
Vou parar com esse meu anacronismo e vou resolver essa bagunça aqui.        
E fato é, acabou. E eu sei que você percebeu. A questão agora é: O que faremos?                       


quinta-feira, 17 de junho de 2010


Dai que ela relaxa quando deveria surtar, e surta quando tem motivos suficientes pra relaxar.

E continua na sua vibe de ouvir aquela música com aquela melodia leve, que no refrão diz 'we don't care about the yong folks' enquanto rodopia pelo quarto e canta em frente ao espelho, rindo de si mesma, assim, daquele jeito natural e alegre que ela só tem em momentos como esses.
Momentos em que ela tem absoluta certeza de que deveria estar fazendo outra coisa, e que ela sabe que são essenciais pra aprender aquela parte da matéria que ela não entendeu direito. Mas é inevitável, não é só alguma coisa naquela música, é algo dentro dela, algo que ela não sabe o que é. Mas que ela gosta, assim, só pelo fato de estar se sentindo viva.
É aquele gosto de brigadeiro roubado que volta à sua boca, é aquela frase que seu melhor amigo dizia todas as manhãs, são as lembranças daquele dia ensolarado no parque e daquele aniversário de uns anos atrás. A vontade de sentir o vento bater em seu rosto, de ver o sol de manhã, ou as estrelas a noite. Essas coisas que lhe fazem tanta falta no inverno, e nesses tempos de nostalgia.
Mas, por enquanto, nem o inverno, nem a nostalgia a atrapalham. Hoje é tudo cor-de-laranja, dançante e melódico, tudo harmonioso e sonhador.
Tudo meio mágico.

Espero me sentir assim, amanhã de manhã.




quarta-feira, 26 de maio de 2010

In my imagination you're waiting lying on your side.




Incrível, não é?
Como o tempo passou, tanto pra mim, quanto pra você.
Não que estejamos velhos, não é isso, não quero que você pense assim.
O que eu quero dizer, é que nós já não somos os mesmos que o tempo já nos mudou, nos colocou em nossos lugares. Ou longe deles. Se é que algum de nós tem um lugar, nesse mundo.
Me incomoda usar tantas vírgulas, mas é difícil também não utilizá-las esse assunto se tornou tão comum, e ao mesmo tempo tão inseguro, pra dizer assim, abertamente. Pausas me são necessárias, espero que você as entenda. As pausas.
Eu quis dizer que tentei te escrever e que você me fez falta, e que eu entendo a tua atitude. Mas, como sempre, me perdi entre meus pensamentos e teus olhos, você sempre me causa esse efeito, me deixa assim, sem escapatória.
Queria escrever tudo o que eu tenho vontade de te dizer, mas, eu não sei entenderiam, não quero dizer que você não tenha capacidade, eu sei que tem, tenho certeza, arrisco até meu último centavo que você saberia exatamente do que estou falando. São eles que me preocupam, eles não sabem o que nós fomos, e eu não quero deixar que saibam. Me desculpe, eu só não tenho maturidade, e é bem difícil assumir isso, acredite, para que me perguntem sobre você.
Eu sei que é difícil de entender essa bagunça verbalizada que eu acabei despejar para que você assimile assim, em tão pouco tempo, mas eu não sei como simplificar isso, eu não sei como dizer sem rodeios, eu não sei ser objetiva, não com você.
Te olhar no olhos, novamente, foi confortável, admito. Eu sinto uma certa familiaridade com aquele olhar, que me faz ficar perdida, admito novamente. sei exatamente o que você dizia através dele. Não pude concordar, eu queria, realmente. Mas não pude.
Não pude correr tal risco, de novo. Não sei exatamente qual é, esse risco. Mas eu não posso deixar que ele se torne familiar, coisa que você conseguiria, facilmente. Eu sei que conseguiria, e eu sei também que agora você está sorrindo, ao me ver confirmar isto.
Eu não sei mais como dizer isso, no começo desse texto, eu tinha um objetivo, uma determinação ímpar, mas agora ela se perdeu, assim como eu me perdi. Numa imagem borrada por gotas de chuva, você olhando pra mim. Me deixando envergonhada, me deixando sem saída, me prendendo em uma verdade inventada, num lugar onde só nós sabemos que existe.
Vou dizer que nós não somos mais crianças, e que esse futuro, ou melhor, aquele futuro, já não existe mais, não é culpa sua, não quero que você se culpe. Só quero que você entenda que eu não posso mais pensar em você desse jeito. Não faço ideia de que jeito vou pensar em você, eu vou pensar, sei que vou, talvez como eu pensei um dia antes daquele dia, eu pensava em você de um jeito diferente, mais simples, vou voltar a pensar assim.
E também vou parar de fazer essas confissões que me deixam confusa.
Talvez eu volte a falar de você, aqui.
Talvez não.
Espero que não.