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domingo, 15 de janeiro de 2012

hard time for dreamers

domingo, 6h43 da manhã, meu telefone toca e a partir desse momento respirar tem sido mais difícil. nós dividimos muito mais do que algumas piruetas, meu amigo. eu te contei minha vida, te confiei as minhas falhas, as minhas fragilidades mais absurdas. e você me deu a alegria de descobrir teus medos, as tuas ambições e seus sonhos mais utópicos. me apoiou, me segurou em muitas das minhas quedas. foi meu parceiro, meu professor, minha inspiração.
meu coração se acalma por poder ter te dito isso enquanto ainda podia ver teu sorriso, e olhar nos teus olhos. me perdoe por ter chorado tanto nesse nosso último adeus. é que me pareceu tudo tão injusto e tão sujo que eu acabei por esquecer que tu tinha me pedido pra nunca chorar pela perda de alguém, me perdoe, de verdade. eu não sei descrever a dor que eu senti sabendo que a tua vida foi tirada de maneira tão covarde, amigo. eu senti ódio, eu senti nojo. agora eu sinto dor. uma dor imensa. não só pela minha perda, mas pela perda do mundo por você ter ido embora.
hoje cedo, nós perdemos uma das pessoas mais extraordinárias que tivemos oportunidade de conhecer. o mundo fica um tanto mais escuro sem o teu brilho.
você nos deixou órfãos de seu talento, bruno. órfãos da sua garra, da sua força, da sua vontade de viver.
e todas as vezes que eu calçar minhas sapatilhas, vou lembrar que faço isso não só por mim, faço isso por você e pelo nosso sonho.
vá em paz, meu amigo, sentiremos eternamente a sua falta ♥  


sábado, 31 de dezembro de 2011

fly with me.

there's a whole sky to see.

o mundo não vai ser mais doce amanhã, isso é bem verdade. os dias não vão passar mais devagar, nem mais rápido. o sol vai nascer e ser pôr. nós ainda vamos sentir saudades do mar e ainda vamos olhar para o céu todas as manhãs e nos perguntar se temos realmente uma missão pra cumprir na vida. você e eu continuaremos respirando arte, como ela se fosse o oxigênio que enche nossos pulmões. e eu espero sinceramente que isso nunca deixe de ser verdade.
eu ando pensando em você mais do que eu achei que fosse possível pra uma pessoa só. já vai amanhecer, eu não sei muito mais o que fazer por aqui sem você por perto. acho que as risadas que eu guardo o dia todo pra dividir contigo no fim da tarde andam me fazendo alguma falta. ou o jeito como você fala do mundo, e de como é bonito vê-lo. eu sinto falta de não ter nada a perder, preciso entender como é que as coisas funcionam fora daqui. eu preciso ver como o sol nasce dai, da tua janela. e a intensidade com que ele toca a sua pele.
andar com os pés no chão e com a cabeça nas nuvens. sentir a tua pele quente e saber que ela é real. te deixar encontrar o meu mundo, e nele, rir das minhas trapalhadas habituais e meus medos bobos de menina da cidade. eu preciso fugir. não de você. dessa realidade que atrela meus sonhos ao impossível. deixar toda essa guerra de jogos psicológicos pra trás. dividir os meus ideais com alguém que os entende perfeitamente.  
acontece que eu me dei conta de que o mundo é grande, e de quanto dele eu perco sem você por perto. mas amanhã eu ainda preciso me levantar de manhã e me dar conta de que as coisas não são mais doces e que nunca vão ser.






quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

maresia.


só preciso de mais um tempo. lavar o rosto, recobrar o juízo.
preciso de mais um pouco de confiança. deixar esse amargo de lado, rir um pouco da vida. preciso de praia, de mar. sentir o vento bater gelado no meu rosto, e o sol quente sob a minha cabeça. preciso sentir as pernas cansadas e as bochechas coradas no fim da tarde.
preciso de carinho. de você paciente, despreocupado, com os pés na areia e os olhos nos meus. cheirando a cerveja, água salgada e a chiclete de tutti-frutti. com um sorriso no rosto, daqueles que deixam as tuas covinhas à mostra e a gente babando.
preciso compartilhar. ouvir risadas quando acordar e fazer gracinhas antes de dormir. preciso ver meus amigos com o rosto queimado de sol e os cabelos molhados, sorrindo enquanto jogam água uns nos outros. de shortinho e snorkel, branquelos, fazendo cara de turista e tirando foto de tudo.
preciso do simples. preciso de um guarda-sol grande, uma caixa de isopor com cerveja gelada, meia-dúzia de toalhas jogadas na areia, uma porção de coqueiros, cadeiras de praia, crianças correndo e cheiro de protetor solar.
preciso lavar a alma. preciso.        

sexta-feira, 7 de outubro de 2011




eu não sei contar histórias.
do mesmo jeito que eu ando contando os dias pra esfriar essa tua cabeça quente, desacelerar os teus passos. eu não sei se já citei mentalmente quotes aleatórias do clube da luta o suficiente pra me convencer de que o único ser humano em quem eu posso me perder é em mim mesma. fingir mais um pouco, só mais um pouquinho, que o motivo pelo qual meu rosto se enche de lágrimas não saiu da sua boca. eu não sei contar histórias, do mesmo jeito que eu não sei pra quê servem ou como funcionam os números binários. não sei e não as conto. como já diria minha avó, eu nasci com os pés amarrados firmes numa rocha. pregada numa realidade cruel e monocromática. num grande pedaço de granito, irregular quanto ao seu formado e de um tom de cinza bem escuro. a vida acaba. um minuto por vez. um passo por vez. e você sente sede de fazer, de beber, de ganhar, de amar, de correr, de experimentar, de viajar, de consumir, de comer, de trepar, de sorrir, de cantar e ainda de se lembrar de tudo no dia seguinte. você tem sede de viver. tem pressa de ter pressa. passa pelas coisas sem ver. não lembra de rostos, nem de nomes, nem árvores e nem daquela vez em que eu te pedi pra se lembrar de mim. a vida passa e você vai passando junto, acelerado. eu fico para trás, sonhando em te alcançar dentre os meus saltos e minhas piruetas. me acelerando, me programando, me organizando. eu, que nem olhar as horas sei que é pra não viver rápido demais, que saio por aí sem ter dinheiro e lugar pra ir e ainda assim me sentindo confortável. eu, que de tão apegada a detalhes que sou, conheço cada mancha do teto do teu quarto. eu. que ainda acredito que entre um minuto e outro nós podemos viver uma eternidade. eu vou atrás de você. sonhando em te ensinar que nem todo beija-flor morre se parar de bater as asas.

sábado, 30 de julho de 2011

I really do there's no one else like you.

Mas se nesse alguém não couber o gosto pelo caos, meu amor, pelas manhãs cinzas dessa cidade. Ou se nele não houver um espacinho para um rock chiclete e pra um bom samba. Se ele não ficar mudo quando acorda, ou se ele não fumar com o cigarro no cantinho da boca. Ou por acaso não souber de cór aquela canção dos mutantes. Se for menos pontual, ou precisar de mais de 3 adjetivos pra se expressar. Se preferir o superman ao cavaleiro das trevas. Ou se achar que vinis só acumulam poeira, meu bem. Se não tiver teu humor ácido, ou tua sinceridade agressiva. Preferir o interior à cidade. Pular as faixas de sgt. peppers. E se não tiver gosto pela noite e por bares. Se não falar durante os filmes. E se nele não houver espaço pra longos abraços e paredes coloridas de stencil. Se não for hiperativo, e se o coração não bater tão forte e acelerado quanto o seu. Ou se não tiver cheiro de buballoo de tutti-frutti. E se não usar camisetas de personagens de desenho. Ou talvez se não fizer piada com tudo que vê, o tempo todo. E não for fã de terror trash, ou se não pender à piromania. E se preferir taças à canecas. Se perder toda ou qualquer uma dessas características, se não tiver os teus defeitos, as tuas loucuras.Se não tiver o teu sorriso e o teu coração. Se não for você, inteiro, não tem graça.

rascunho do dia 17/03/2011.

domingo, 26 de junho de 2011

Hold on to your heart cause I'm coming to take it.

O tempo passa rápido demais. Tudo passa por você de um jeito meio assustador, eu sei.  As histórias distorcidas dos teus antigos amigos te magoam mais agora, eu entendo. Veludo é aconchegante e resistente, mas o seu peso torna a lavagem um tanto quanto difícil, não é?
E teu coração é veludo, é veludo azul, daqueles que resistem a tempos difíceis melhor do que o meu algodão. Algodão é fresco e flexível mas amassa com facilidade. E rasga ainda mais fácil. Veludo é feito com seda, é tecido nobre.
Eu não sei se tu faz alguma ideia do que eu estou te dizendo. Mas eles vão dizer, vão sempre dizer. Vão sempre lembrar das tuas gargalhadas exageradas, e de como ficava facilmente de porre. E olha, se você quer saber, a beleza sempre foi essa. As pessoas não absorvem a beleza do que elas não podem ter. E você tinha uma coisa que eles não tinham, meu bem. Você arrasta esse veludo azul por onde quer que você vá, o escancara de uma maneira tão bonita, e ele brilha tanto, que algumas pessoas tendem a não saber como lidar com tamanha luz.
Eu sei, minha querida, que é difícil de entender que nem todas as pessoas carregam um coração com tanta força. Um músculo forte como seu deveria ser item obrigatório, não é mesmo? Piedoso também, muito piedoso. E puro, tão puro e claro quanto água. Marcado, agulha e linha sempre deixam marcas. Até mesmo em um tecido tão bonito quanto o veludo. O seu veludo.
O meu algodão ainda sonha em ser veludo. Mas algodão é simples demais pra ser tecido de festa. Nós sonhamos. Sonhamos em conseguir um dia chegar a ter um coração tão bonito, tão escancarado e brilhante quanto o seu. 
Eles falam, as meias verdades parecem aceitáveis. Teu coração tem essa trama complicada, trama que os poliésteres não entendem. Sintéticos. Patéticos. Orgânicos, como você, tem tanta beleza pra mostrar ao mundo, menina. Tanta. Você deveria se concentrar nisso. Em mostrar o brilho desse músculo que você carrega pendurado no pescoço para as pessoas. E com muito mais orgulho. Orgulho do tecido nobre que você ganhou.

Hold on to your heart cause I'm coming to take it
Hold on to your heart cause I'm coming to break it.



Indireta, das mais claras, para a rafa.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Cada olhar que eu te der,

é uma jura de amor eterno.



Roubar um pedaço de ti, pra compartilhar de todos esses momentos, alimentar essa minha paixão por lembranças. Não satisfeita com as minhas, eu quero as tuas, os teus pequenos lapsos de felicidade, e o conforto de não te conhecer totalmente, essa distancia física e moral dá a essa gana de ter uma pequena parte de você comigo uma bela pitada de aventura. Sem contar aquele pedacinho pequeno de mim que esconde essa paixonite por você e pelo tom gostoso e despreocupado que você dá a cada uma de nossas conversas, revelando uma parte qualquer da sua vida, significativa ou não, essa parte de você me distrairá pelos próximos dias, até que você possa encher a minha mente com mais uma avalanche de ideias. Ah, ela se sentiria mais do que satisfeita com um pedaço teu.
Pra se afogar na tua ilusão de liberdade, e se perder nas tuas explicações homéricas sobre o mundo, e nas tuas manias de garoto suburbano. E gostar, de cada pedaço.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

‘Eu não passo de uma droga que faz as pessoas se viciarem em aventuras impulsivas. Em viagens para esquecer do trabalho e dos problemas familiares. Eu sou a mesa de um boteco com várias garrafas vazias e apenas uma cheia, com mais copos do que pessoas sentadas em volta. Lembram de mim quando se desrespeita autoridades, e quando causam dor intencional em alguém, quando não se deixa barato um insulto, e quando se gosta de desafio. Quando sua missão diária é fazer alguém rir e descobrir que o mundo é uma grande piada. Bruto, seco, sarcástico, nerd, grosso, irônico, cafajeste, engraçado, beberrão, briguento, pervertido. Uma grande pessoa, com personalidade duvidosa’
Billy Bitter por Billy Bitter.
Difícil achar tanta sinceridade em um texto. Difícil mesmo é não saber quem é o autor.
Nunca demorei tanto tempo pra escrever sobre alguém, talvez porque eu nunca tive tanto pra dizer sobre alguém. Nunca encontrei alguém que me deixasse tão confusa. Como você mesmo disse, nos dias em que as suas mãos estão mais sujas de sangue, nós nos encontramos e você acaba sorrindo enquanto eu deito no teu colo e digo qualquer besteira.
Ninguém nunca me confundiu de um jeito tão incrível, entende? Incrível porque eu gosto principalmente das partes de você que tu considera defeitos, da verdade absoluta que você chama de opinião, dos teus comentários ácidos, dos teus momentos ranzinzas, daquela tua visão deturpada e caótica do mundo, extremamente verdadeira, se quer saber a minha opinião. Muito mais verdadeira do que aquela água com açúcar que as pessoas inventam pra confortar a si mesmas. Da tua segurança exagerada que convence qualquer um de que você é confiável.
Eu nunca me senti segura ao lado de ninguém, e contigo isso acontece. Logo você, a pessoa mais controversa que eu já conheci. Tá aí, acho que encontrei algo mais irônico do que a nossa relação. O cara bruto, e a menininha indefesa. Somos quase um clichê de cinema, que na vida real dificilmente daria certo.
Acontece que tu me viciou na tua própria aventura impulsiva, e eu me acostumei com a tua presença, e com as tuas bobagens, com a tua voz e com o teu cheiro. A tua personalidade briguenta e rude não chega a mim como chega aos outros. Talvez porque eu goste dela.
Talvez porque eu goste de você. Assim, só talvez.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Aquele momento esquisito em que você nota que decepcionou as pessoas que se importam com você e não as que não se importam.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A arte de ser piegas na mesma época todos os anos.

Acontece que eu preciso te dizer o tamanho da importância que a tua presença faz na minha vida. E bom, tu sabe que eu não sou lá muito boa em fazer isso nas outras épocas do ano, - exceto quando estamos bêbadas, dai tudo fica bem mais fácil –. Não que seja difícil de dizer o que eu sinto por você. Porque não é. É inclusive, bem fácil de te dizer que você foi e ainda é, muitas vezes, tudo que eu tenho. Seja nos metrôs lotados, nos shows com 50 mil pessoas, ou naqueles em que parece que nós constituimos a platéia toda, em mesas de bar, ou nas calçadas em frente à eles, e porra, nas vezes em que dormimos na mesma cama e você fez questão de puxar todo o edredon, haha. E as noites sem dormir, naquelas em que nós dividiamos as origens da nossa personalidade, e aqueles acontecimentos que formaram nosso caráter. Noites essas que dividimos lágrimas também sempre seguidas de gargalhadas, disso tenho certeza.
Dizem que o sentimento de estar em casa, é quando você encontra alguém com quem você se sinta a vontade em todos os momentos, e se é assim, eu estou em casa sempre que te encontro. E isso é tão fácil de dizer, sabe? Eu não tenho medo,  de dizer que porra, Rafaela, você é a minha casa. Você, a minha fucking melhor amiga, a melhor coisa que me aconteceu em 2008. E infelizmente continua me acontecendo todo esse tempo. E seja lá qual for o caminho que nós escolheremos, isso não vai mudar. Ou pra ser mais mais clara, em Brasília ou em São Paulo, o meu copo de cerveja pode ser seu sempre que você quiser.

Feliz aniversário, Rafinha. Que seus 17 anos sejam gentis contigo. Eu te amo.

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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Da arte de ser patética.

Um mês sem escrever.
Quero dizer, trinta dias sem a capacidade mínima necessária para terminar um texto coerente. Trinta lindos e ensolarados dias em que eu não consigo juntar aquelas tão desejadas palavras pra finalizar o trabalho que me custou apenas algumas horas.
Abro novamente a página do texto, repito em voz baixa ‘só mais algumas palavras, qualquer coisa que faça sentido com o assunto, QUALQUER-COISA’ e nada sai. Faço isso diariamente, sou perseverante.
Queria realmente descobrir o motivo pra tamanha falta de inspiração. Dizem que eu estou vivendo numa bolha, nos últimos tempos. Que não presto atenção em nada, que tenho vivido alheia à vida real. Mas eu não acho que algum dia eu já tenha vivido fora da tal bolha ou que tenha deixado de ser distraída. Psicólogos dizem que essas são só mais algumas das minhas formas de defesa. Segundo eles, eu sou cheia delas. E olha, se eu realmente fosse, não teria metade das cicatrizes que eu tenho. E não falo de cicatrizes físicas.
É, mais um dia sem conseguir escrever, acho que vou voltar a jogar final fantasy, uma vez que já deixei o spoiler de como deverá ser meu 2011  :*


 

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Saibamos pois.

Estamos sós.

E a cada separação, um pedaço de nossos corações fica. Fica preso naquele último olhar, num adeus sem palavras, fica ali, perdido naquele romance de porta de bar, nesses três minutos de amor sincero e correspondido. Nesse futuro com filhos, casa de praia e cachorro que você acabou de deixar pra trás.
Eu sinto a necessidade de cronometrar, de fotografar, de gravar em mim cada um desses momentos. Eu preciso saber todos os por quais e porquês do fim. É, do fim. Eu preciso me lamentar, eu preciso chorar, eu preciso sentir falta, eu preciso me lembrar de tudo. Eu preciso me lembrar do teu cheiro e de como você arrumava o cabelo entre uma palavra e outra. Preciso me lembrar delas também, das palavras. Do jeito como você as pronuncia e da entonação que a elas atribui. Vou me lembrar dos sentimentos, também, do jeito como você os esconde e os escancara ao mesmo tempo. E de como você se surpreende comigo e com as coisas que eu sou capaz de sentir. Sei que você sente todas elas, eu tenho certeza.
Vou me lembrar do que as pessoas me diziam sobre nós, de como o meu humor aparentemente mudava, ou de como eu dispensava tudo quando sentia saudade dos teus braços. Teimávamos em não admitir qualquer comentário sobre isso, quando você não percebe, as coisas duram mais sem se tornar incômodas. Descobríamos então o segredo pra felicidade.
Me limito a continuar aqui, me referindo ao hoje como ontem, e me perdendo em um passado que ainda é presente. Só porque sei que não temos escapatória, nasceu fadado ao fim, cresceu pra ser lembrança. Toda história de amor é uma cerimônia de adeus.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

You just need something to hold tight, my dear.


Você precisa acreditar. Nem sei quantas vezes eu já te disse isso.
Tu precisa mostrar a que veio. Pegar aquelas oportunidades que você tem e fazer delas o que tu tanto imagina enquanto olha pras paredes do teu quarto, enquanto aquelas lágrimas salgadas lhe escorrem dos olhos. Eu sei que você quer, eu sei que você precisa disso mais do que ninguém, você precisa desse conselho. 
Eu sei o quanto você precisa que alguém pegue a tua mão e te diga que nunca mais vai largar, alguém que se importe e que te ligue dezessete vezes por dia, que te faça sorrir pela manhã e que te suje de sorvete e divida o guarda-chuva, mesmo que tu se molhe todo. Sei o tanto de felicidade que te falta.
E você sabe que isso só pode dar certo se for feito por você, sabe que precisa se esforçar, manter a calma, continuar tentando.
Eu só desejo profundamente que você não desista, meu querido. E que você nunca esqueça o quanto de sorte você tem e nunca, nunca duvide das suas opiniões, elas são tudo que você tem.  Eu simplesmente não aguento te ver duvidando de ti mesmo, eu sei que tu consegues.
Eu te adoro, e espero que você me desculpe por ter sido sempre tão dura com as palavras.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Da dura poesia concreta de tuas esquinas.

Da deselegância discreta de tuas meninas.

São Paulo tem que ser vivida, tem que ser sentida.
E se não gosta, é
porque nunca foi à uma virada cultural, ou nunca viu as luzes de natal na Av. Paulista.
E se reclama do transporte é porque nunca ninguém sorriu pra você no metrô, ou porque nunca conheceu ninguém num ponto de ônibus qualquer.
E se não gosta da agitação é porque nunca deitou na grama do Ibirapuera num sábado a tarde.
Quem vive a cidade consegue ver beleza nessas pequenas coisas, nas curvas do copan, na imponência do municipal e no amanhecer por trás das nuvens, quando ele é visto de uma esquina qualquer da consolação.

 

Alguma coisa acontece sim, no meu coração.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

I forget to say out loud,

How beautiful you really are, to me.
Eu sei que as vezes eu esqueço do quanto você gosta de mim, que muitas dessas vezes eu te magoo, e que além de tudo eu espero que você sempre entenda. E que te deixo encabulado com algumas coisas que digo. Que faço ou fiz tudo que você mais desaprova. E que eu digo coisas importantes com um tom de normalidade muito fora do comum, pra ti.
Eu não sei quantas vezes eu já disse pra ti o quanto eu gosto desse teu jeito de me aceitar, mesmo quando eu sei que você só queria poder levantar da tua cadeira me pegar pelos ombros, chacoalhar e gritar algumas palavras, pra me fazer criar juízo.
É que eu queria que tu visse tanta coisa, queria que tu sentisse tanta coisa, que visse as cores da cidade como eu vejo, que sentisse a chuva como eu sinto. Tantos momentos assim que eu queria dividir contigo. Tantas discussões que eu queria ter olhando nos teus olhos.
E olhando nos teus olhos, eu queria poder te dar esses parabéns.
Feliz 18 primaveras, carnavais, verões, dia-das-bruxas. Feliz 18 anos.
Sinta-se abraçado. Mais uma vez, mais de mil vezes.

Eu te adoro, L.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Você precisa saber da piscina.


You know, you must try the new ice-cream flavour.
Do me a favour, look at me closer.
Join us and go far,
And hear the new sound of my bossa nova,
Baby, baby.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Escrevo, escrevo, escrevo, escrevo. 
Fecho a janela e não salvo, de propósito.
Nada tem saído do jeito que eu esperava, acho melhor dar um tempo.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

E tanto eu tenho pra dizer,
se eu só pudesse te olhar.
Se tens em mim o teu revólver,
hei de ti próprio disparar.
Por onde é que andarás?  





quarta-feira, 13 de outubro de 2010

It's been a while.

And you've found someone better.

Ouço a tua história como ouço a de qualquer outro casal. Talvez o meu coração se aperte um pouco mais dentro do peito, por se tratar de ti. Completamente destruídos, você e ela. 
Tanto amor, eu me lembro. De me perder entre as risadas e beijos, de me perder tentando achar a parte em mim que tinha inveja de tudo aquilo, a parte que queria um pedacinho da felicidade de vocês, não por maldade, mas por puro e simples encanto. 
Bilhões de garotas no mundo e tu só querer aquela. Loucura. Se qualquer pessoa te dissesse que acabaria desse jeito, tu teria gargalhado da pretensão e mudado de assunto. Afinal, ela era tudo que tu tinha naquele momento, não era?  Não tinha mais ninguém pra confiar. 
Quer dizer, não alguém tão doce, ou alguém tão bonita quanto. Outro alguém não faz teus olhos brilharem do jeito que ela faz, outro alguém não te acompanha tão bem ao som daquela melodia lenta, não ri das tuas piadas sem graça, e também não te entende tão bem quanto ela fazia.  
Ainda acho bonito a falta que tu sente dela, e como tu te perdes com as coisas mais simples. Eu entendo que depois de dez anos de convivência tenha ficado algum tipo de sequela. Entendo, de verdade.
Te ver destruído tem me feito desmoronar aos poucos junto contigo. Não escrevo isso por mim, escrevo porque sei que tua história merece lugar dentre as minhas memórias, e porque quero muito te dizer que tu tem sido meu irmão mais velho há tantos anos, me protegido de tanto sofrimento ao longo desse tempo. Eu pensei em te dizer que também posso ser alguém em que tu pode se apoiar, eu me sentiria mais feliz por poder retribuir todos esses anos. 
Tenho absoluta certeza de que tu vais achar outra menina-dos-olhos pra te fazer sentir perdido, e pra cantar todas essas tuas baladas embaladas por esse teu sotaque cantado que eu tanto gosto.  




Heart skipped a beat
And when I caught it you were out of reach
But I'm sure, I'm sure
You've heard it before.


Tinho ♥

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Pra não dizer que não registrei.

Ainda não achei um jeito de descrever. Certamente não acharei.
E bom, ainda teimo que estragaria se achasse, por isso não tento.
Nove de Outubro de Dois Mil e Dez, Um dia pra recordar.

E pra ser mais clara, me permitam dizer que: FOI DO CARALHO!