Mostrando postagens com marcador textos inconclusivos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador textos inconclusivos. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

maresia.


só preciso de mais um tempo. lavar o rosto, recobrar o juízo.
preciso de mais um pouco de confiança. deixar esse amargo de lado, rir um pouco da vida. preciso de praia, de mar. sentir o vento bater gelado no meu rosto, e o sol quente sob a minha cabeça. preciso sentir as pernas cansadas e as bochechas coradas no fim da tarde.
preciso de carinho. de você paciente, despreocupado, com os pés na areia e os olhos nos meus. cheirando a cerveja, água salgada e a chiclete de tutti-frutti. com um sorriso no rosto, daqueles que deixam as tuas covinhas à mostra e a gente babando.
preciso compartilhar. ouvir risadas quando acordar e fazer gracinhas antes de dormir. preciso ver meus amigos com o rosto queimado de sol e os cabelos molhados, sorrindo enquanto jogam água uns nos outros. de shortinho e snorkel, branquelos, fazendo cara de turista e tirando foto de tudo.
preciso do simples. preciso de um guarda-sol grande, uma caixa de isopor com cerveja gelada, meia-dúzia de toalhas jogadas na areia, uma porção de coqueiros, cadeiras de praia, crianças correndo e cheiro de protetor solar.
preciso lavar a alma. preciso.        

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

It's been a while.

And you've found someone better.

Ouço a tua história como ouço a de qualquer outro casal. Talvez o meu coração se aperte um pouco mais dentro do peito, por se tratar de ti. Completamente destruídos, você e ela. 
Tanto amor, eu me lembro. De me perder entre as risadas e beijos, de me perder tentando achar a parte em mim que tinha inveja de tudo aquilo, a parte que queria um pedacinho da felicidade de vocês, não por maldade, mas por puro e simples encanto. 
Bilhões de garotas no mundo e tu só querer aquela. Loucura. Se qualquer pessoa te dissesse que acabaria desse jeito, tu teria gargalhado da pretensão e mudado de assunto. Afinal, ela era tudo que tu tinha naquele momento, não era?  Não tinha mais ninguém pra confiar. 
Quer dizer, não alguém tão doce, ou alguém tão bonita quanto. Outro alguém não faz teus olhos brilharem do jeito que ela faz, outro alguém não te acompanha tão bem ao som daquela melodia lenta, não ri das tuas piadas sem graça, e também não te entende tão bem quanto ela fazia.  
Ainda acho bonito a falta que tu sente dela, e como tu te perdes com as coisas mais simples. Eu entendo que depois de dez anos de convivência tenha ficado algum tipo de sequela. Entendo, de verdade.
Te ver destruído tem me feito desmoronar aos poucos junto contigo. Não escrevo isso por mim, escrevo porque sei que tua história merece lugar dentre as minhas memórias, e porque quero muito te dizer que tu tem sido meu irmão mais velho há tantos anos, me protegido de tanto sofrimento ao longo desse tempo. Eu pensei em te dizer que também posso ser alguém em que tu pode se apoiar, eu me sentiria mais feliz por poder retribuir todos esses anos. 
Tenho absoluta certeza de que tu vais achar outra menina-dos-olhos pra te fazer sentir perdido, e pra cantar todas essas tuas baladas embaladas por esse teu sotaque cantado que eu tanto gosto.  




Heart skipped a beat
And when I caught it you were out of reach
But I'm sure, I'm sure
You've heard it before.


Tinho ♥

domingo, 15 de agosto de 2010

Três posts.

Cartas a estranhos, sonhos interrompidos, planos que mudam o tempo todo, saudades do que eu nunca tive, rodas gigantes, star wars, batatas fritas e energéticos. 




Tudo que eu quero agora é manter a calma e esperar que o mundo desabe.
Eu não estarei preparada. 

domingo, 11 de julho de 2010

then reality kicked in within us.


Mas hoje tudo que eu posso dizer é que não senti falta de ti.
Não senti a angustia habitual de desejar o inexistente, ou se quer me senti mal com a tua falta de atenção. Sem sonhos confusos e imagens borradas, conselhos sussurrados e o velho jogo da decepção preocupada e efêmera de quem impacientemente assiste as minhas crises.
Só hoje eu pude negar com certeza. De artificial bastam os sorrisos.
Eu não quero, e não preciso.





domingo, 4 de julho de 2010

Dai que ter 4 semanas para organizar as ideias que foram ignoradas durante os últimos 6 meses, me parece pouquíssimo tempo.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

It's weird.

But I don't give a shit.



Três, quatro, cinco papéis amassados e jogados no chão.
Confissões nunca me atraíram, acredita?
Eu estava me pedindo isso há um tempo, uma confissão, um único minuto sem meias verdades, sem esse maldito anacronismo e sem essa minha mania de deixar tudo pela metade.
Uma hora e meia de silêncio.
Pena que não consigo, não é mesmo?
Talvez um dia alguém tenha o privilégio de ler uma confissão minha.
Mas, não hoje.















Fica aqui registrada a minha confusão mental 01:50 da madrugada de uma quinta-feira de corpus christi.
Difícil quando não se sabe a resposta até para a pergunta mais simples.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

você vai sentir que não mais a quer.

depois vai chorar nos braços de outra mulher.


Ela era feito um sistema, tudo em sua mente funcionava em uma ordem contínua e constante. Séries de acontecimentos irrelevantes, automáticos, sistemáticos.
Suas opiniões não divergiam da maioria, nunca ultrapassaram a linha tênue entre a discrição e a extravagância.
Sentia-se atraída pelos movimentos delicados e graciosos daqueles bailarinos na fita de vídeo. Nunca conseguiu realizá-los.
Amarga, amava incondicionalmente doces enjoativos.
Dizem que ela é aguada, a Margot, que é quase acostumada ao fracasso demais, inconformada de menos, o que a deixava morna.
Afetos que nunca a afetavam, passaram a afetar em momentos nada afetivos, mas, e aí Margot, vai fazer o que?


terça-feira, 27 de abril de 2010

Você não tinha o direito.

De me deixar daquele jeito.








E você se encontra procurando razões para aquele velho problema ter retornado, enquanto pensa nos números bicolores daquele jogo de cartas que está na tela do seu computador. Ouvindo músicas que te remetem ao seu passado, e a pessoas que você tanto sente falta. O piscar das luzes do modem da internet, te deixa a cada minuto mais angustiada, e a pergunta que não sai da tua cabeça é 'Por quê as coisas não podem estabilizar? Por que elas sempre estão indo e voltando?'
E aquela imagem que você não consegue esquecer. Ele ali, parado, esperando um convite seu, esperando que você o surpreendesse, com aquele sorriso no canto da boca, como se estivesse o fazendo só pra lhe provocar. É, ele estava lá, aquele mesmo cara que te faz ter bons sonhos, todas as noites.
Você o deixou ir embora.
Pensa que talvez ele volte, amanhã. Estará lá, encostado na mesma parede, com aquele mesmo sorriso misterioso que tanto te provoca. Mas ele nunca te quis, não é mesmo? Ele nunca te olhou daquele jeito, que você vê nos olhos dos outros caras apaixonados. Ele se quer te olhou. Nem mesmo por um segundo. Por que ele estaria te esperando amanhã?
Agora as lágrimas enchem teus olhos, e aquela tua antiga sensação de perda volta a te sufocar, e aqueles olhos que nunca te olharam passam a te fazer uma falta imensa. E a música que ecoa dos alto-falantes, diz que não se deve perder nenhuma oportunidade. Mas, que diferença isso te faz, Margot?
Quanto isso te afeta, agora?

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

E o que não foi, não é.


Eu sei que ainda vou voltar. Mas eu quem será?





Nunca descobri. Nunca soube quem sou eu.
Também nunca fiz questão. Não gosto de me rotular, não gosto de dizer que sou azul, porque quando sou azul, não posso ser laranja. Eu gosto mesmo é de ser azul, laranja, rosa, verde e vermelho num só instante. Sei que não gosto de exageros, e nem de muitas incógnitas. Gosto do meio-termo, mas não gosto de pessoas mornas. Me mantenho entre o ultra-romantismo e a arte de vanguarda. Danço entre a timidez e a empolgação, entre o medo e as mágoas. Convivo com a vontade e a preguiça, uma reputação ruim, e com as expectativas dos amigos. Não gosto de longos verões, e nem de invernos gelados demais.
Talvez amanhã eu ache que isso é falso, e que eu não deveria ter escrito, talvez amanhã eu direi que sou um livro aberto, e que é facil saber quem sou.
Talvez amanhã eu me encontre.
Talvez.
Amanhã.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

All the wasted time,

The hours that we're left behind.
The answers that we'll never find,
They don't mean a thing tonight!


E ela queria saber acreditar nas pessoas, confiar nelas cegamente e ainda ter certeza de que não irão lhe trair. Saber que há alguém que corresponde a todos os seus pré-requisitos, saber que pelo menos essa pessoa não a deixaria para trás, que ele a abraçaria e diria que tudo está bem, quando ela acordasse assustada no meio da noite. Ela queria tê-lo por perto, contar lhe tudo que ela teima em guardar pra si, e ter a certeza que ele também gostaria de tê-la por perto. Ela só queria um melhor amigo, alguém que lhe provocasse risos descompromissados em tardes de domingo, que quisesse ver comédias românticas no sofá da sala, ou talvez sair sem rumo durante um sábado tedioso, alguém que gostasse de falar, e de comer chocolate, de músicas deprês e discos antigos, e que não ligasse para o quão paranóica ela poderia se tornar, e quem sabe, que até risse de todas as suas neuras. Ela quer alguém que leia livros, e que goste de passar tardes em parques, olhando pro céu. Ela queria saber o quão verdadeiro ele seria, e ter a certeza que ele sim, nunca a deixaria.
Ela só queria acreditar que ele existe, e nada mais.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

E amanhã, quem fica com o tempo?


Eu faço dele meu
E não me falta o passo, coração!



Hoje, conversando com um amigo, me lembrei de que são pequenos motivos, que fazem das nossas vidas divertidas. Movimentos involuntários do nosso corpo, pensamentos repentinos e musicas cantaroladas na rua, gracinhas que fazemos pro espelhos, piadas que contamos para nós mesmos ou olhares trocados com os amigos. Momentos que nos fazem felizes durante um piscar de olhos e passam, tão rapido quanto vieram. E caem no esquecimento, pra sempre. E nós nunca nos damos conta de quão frequentes esses momentos são, e o quanto nos divertimos neles. Mas, esses momentos passam, não? Simplesmente vem e vão embora em um piscar de olhos. São como pequenos raios de sol, em dias chuvosos. Um suspiro de felicidade, quando a tristeza nos sufoca.
E como estamos em tempo de fazer desejos, para o próximo ano, e tudo mais. Eu quero que o meu ano passe tão rápido quanto aqueles momentos, e que ele seja cheio de gracinhas no espelho, de musicas cantaroladas na rua, de olhares trocados com amigos, e de pequenas gargalhadas, dessas que nos fazem tão felizes, durante tão pouco tempo.

sábado, 19 de dezembro de 2009

E até esse pra sempre.


Passa.


Nada foi pra sempre na vida dele, não tem nada e nem ninguém que estiveram com ele em todos os momentos, tudo sempre passou, todos foram embora no meio do caminho. E acredito, que nada o acompanhará, já virou costume seguir em frente, sem olhar pra trás. Virou costume ter amores de verão e amizades periódicas. E ele seguirá solitário, pois é assim que ele se sente seguro, protegido de ilusões e de despedidas dolorosas. Pois dessas, ele não precisa mais do que as que já tem, e essas não são poucas. Cada pessoa que passou por sua vida, lhe deixou uma marca, um último suspiro de amor ou de amizade, que ele leva consigo. Em vagas lembranças, momentos de que ele já não sabe distinguir se são reais ou imaginados. Espaços pequenos e indeterminados de tempo, gastos com pessoas diferentes, em lugares diferentes. Constantemente infelizes, pois eles não duraram pra sempre. Nada é pra sempre, os momentos passam, os instantes passam, a vida passa. O tempo passa e leva tudo com ele. Inclusive, a vida daquele garoto.
Ela também passa.

domingo, 13 de dezembro de 2009

And every night, we'll watch the stars comin' out for us (:

Adoro fins de tarde, quando o horizonte fica alaranjado e as nuvens passam a ter tons de azul bem claro. Fins de tarde que são tão escassos no inverno, e tornam-se tão corriqueiros no verão.
Incrível como cada estação tem sua beleza, é difícil escolher dentre elas uma. O verão com os fins de tarde citados acima. O inverno, com a exuberância dos casacos, os dias nublados e a aparência arrogante que eles deixam no ar. O outono, que guarda pra si o encanto e a beleza das folhas secas. E a primavera, com a elegância da mistura cores nas árvores, e os dias de clima ameno, nem tão frio mas também não tão quente. Todas as estações me envolvem, por pequenos motivos, detalhes aqui e ali, que poderiam passar despercebidos, a qualquer um, andando pra lá e pra cá.
Por que, é assim que as pessoas desconhecidas soam pra mim. Qualquer um, que anda pra lá e pra cá, sem destino e á toa. Pessoas que para as quais eu posso, em um minuto, inventar nomes, e histórias de vida; Muitas vezes felizes, outras poucas vezes tristes, cheias de melancolia. É por essas pessoas, infelizes e melancólicas, que eu me apaixono. Sinto que poderia passar horas acompanhando cada movimento, imaginando uma razão para tal movimento, criando e respondendo perguntas retóricas sobre cada mistério aparente, cada mudança repentina de expressão.
Me apaixono, por alguns poucos instantes por estas pessoas, que podem ter tanto ou quase nada pra dividir, pra contar. Essas pessoas, que nem ao menos percebem, a passagem das estações. Esses seres, sem destino, sem face e sem nome, que me encantam, em dias onde o pôr-do-sol é fascinante.

sabe de uma coisa ?

Eu ODEIO com todas as minhas forças épocas natalinas! Dia 25 vai chegando, e junto com os presentes dos entes queridos (que nem sempre são tão queridos assim) as pessoas vão adquirindo máscaras para encobrir as terríveis aparências que elas não fazem tanta questão de esconder, na outra parte do ano. Tudo fica amável e brilhante no natal, as pessoas se amam, há paz no mundo. E ninguém parece ligar para a falsidade, elas não parecem se importar, com sorrisos falsos de gente com quem não conversam há séculos, se esses sorrisos vêm antes de um "Feliz Natal", afinal ESSE SIM, é um desejo puro e profundo, não é mesmo? Pois se essa mesma pessoa diz "Nossa, que saudade de você" É MENTIRA DELE! Está interessado em alguma coisa! Porque o natal serve como desculpa pra tudo, o prefeito da sua cidade nunca fez nada, absolutamente nada, mas A DECORAÇÃO DE NATAL que ele fez na avenida principal, ficou impecável, realmente digna de nota. Mas, o buraco na educação e na saúde, ainda existe. Sinceramente, Você quer enganar alguém? FAÇA ISSO NO NATAL!

E eu acho que esse blog cheira a ódio infanto-juvenil.
vou dormir, já é tarde.

sábado, 12 de dezembro de 2009

O autoritarismo é meu, e com ele eu faço o que eu BEM ENTENDER, ouviu?

Eu acho certo o que eu acho certo. E não me venha com "o certo é relativo". Não, o meu certo não depende do ponto de vista alheio, me desculpa. Eu julgo quem eu quero, e quando eu quero, a opinião é minha, se você não compartilha, se manda, meu bem.
E se o mundo tivesse mais de mim, a falsidade não existiria (e daria lugar a guerras,rs). E quanto ao proximo? você certamente me perguntaria. Que se dane o próximo! O mundo gira mesmo em volta do meu umbigo, e tudo depende do meu sim, pra perguntas como "Quer um pouco de açúcar?".

E se eu fosse realmente assim. O mundo tava danado, isso sim.