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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

maresia.


só preciso de mais um tempo. lavar o rosto, recobrar o juízo.
preciso de mais um pouco de confiança. deixar esse amargo de lado, rir um pouco da vida. preciso de praia, de mar. sentir o vento bater gelado no meu rosto, e o sol quente sob a minha cabeça. preciso sentir as pernas cansadas e as bochechas coradas no fim da tarde.
preciso de carinho. de você paciente, despreocupado, com os pés na areia e os olhos nos meus. cheirando a cerveja, água salgada e a chiclete de tutti-frutti. com um sorriso no rosto, daqueles que deixam as tuas covinhas à mostra e a gente babando.
preciso compartilhar. ouvir risadas quando acordar e fazer gracinhas antes de dormir. preciso ver meus amigos com o rosto queimado de sol e os cabelos molhados, sorrindo enquanto jogam água uns nos outros. de shortinho e snorkel, branquelos, fazendo cara de turista e tirando foto de tudo.
preciso do simples. preciso de um guarda-sol grande, uma caixa de isopor com cerveja gelada, meia-dúzia de toalhas jogadas na areia, uma porção de coqueiros, cadeiras de praia, crianças correndo e cheiro de protetor solar.
preciso lavar a alma. preciso.        

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Cada olhar que eu te der,

é uma jura de amor eterno.



Roubar um pedaço de ti, pra compartilhar de todos esses momentos, alimentar essa minha paixão por lembranças. Não satisfeita com as minhas, eu quero as tuas, os teus pequenos lapsos de felicidade, e o conforto de não te conhecer totalmente, essa distancia física e moral dá a essa gana de ter uma pequena parte de você comigo uma bela pitada de aventura. Sem contar aquele pedacinho pequeno de mim que esconde essa paixonite por você e pelo tom gostoso e despreocupado que você dá a cada uma de nossas conversas, revelando uma parte qualquer da sua vida, significativa ou não, essa parte de você me distrairá pelos próximos dias, até que você possa encher a minha mente com mais uma avalanche de ideias. Ah, ela se sentiria mais do que satisfeita com um pedaço teu.
Pra se afogar na tua ilusão de liberdade, e se perder nas tuas explicações homéricas sobre o mundo, e nas tuas manias de garoto suburbano. E gostar, de cada pedaço.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

‘Eu não passo de uma droga que faz as pessoas se viciarem em aventuras impulsivas. Em viagens para esquecer do trabalho e dos problemas familiares. Eu sou a mesa de um boteco com várias garrafas vazias e apenas uma cheia, com mais copos do que pessoas sentadas em volta. Lembram de mim quando se desrespeita autoridades, e quando causam dor intencional em alguém, quando não se deixa barato um insulto, e quando se gosta de desafio. Quando sua missão diária é fazer alguém rir e descobrir que o mundo é uma grande piada. Bruto, seco, sarcástico, nerd, grosso, irônico, cafajeste, engraçado, beberrão, briguento, pervertido. Uma grande pessoa, com personalidade duvidosa’
Billy Bitter por Billy Bitter.
Difícil achar tanta sinceridade em um texto. Difícil mesmo é não saber quem é o autor.
Nunca demorei tanto tempo pra escrever sobre alguém, talvez porque eu nunca tive tanto pra dizer sobre alguém. Nunca encontrei alguém que me deixasse tão confusa. Como você mesmo disse, nos dias em que as suas mãos estão mais sujas de sangue, nós nos encontramos e você acaba sorrindo enquanto eu deito no teu colo e digo qualquer besteira.
Ninguém nunca me confundiu de um jeito tão incrível, entende? Incrível porque eu gosto principalmente das partes de você que tu considera defeitos, da verdade absoluta que você chama de opinião, dos teus comentários ácidos, dos teus momentos ranzinzas, daquela tua visão deturpada e caótica do mundo, extremamente verdadeira, se quer saber a minha opinião. Muito mais verdadeira do que aquela água com açúcar que as pessoas inventam pra confortar a si mesmas. Da tua segurança exagerada que convence qualquer um de que você é confiável.
Eu nunca me senti segura ao lado de ninguém, e contigo isso acontece. Logo você, a pessoa mais controversa que eu já conheci. Tá aí, acho que encontrei algo mais irônico do que a nossa relação. O cara bruto, e a menininha indefesa. Somos quase um clichê de cinema, que na vida real dificilmente daria certo.
Acontece que tu me viciou na tua própria aventura impulsiva, e eu me acostumei com a tua presença, e com as tuas bobagens, com a tua voz e com o teu cheiro. A tua personalidade briguenta e rude não chega a mim como chega aos outros. Talvez porque eu goste dela.
Talvez porque eu goste de você. Assim, só talvez.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Aquele momento esquisito em que você nota que decepcionou as pessoas que se importam com você e não as que não se importam.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Relutando em dividir.

Eu nunca tive apoio, entende? Eu nunca tive colo de mãe, nem pai super-herói.
Nem fui acordada com beijos, ou com café-da-manhã pronto na mesa. Aliás, eu nunca sentei numa mesa e conversei horas com os meus pais, eu não tenho intimidade suficiente pra dizer pra minha mãe que, por exemplo, eu estou pegando o gatinho da casa ao lado. Ou pra dizer qualquer outra banalidade da minha vida. Meu pai nem sempre foi legal e divertido, e continua não sendo, as vezes.
Não que eu tenha sido uma criança carente, nem nada assim. Nunca me faltaram video games e bonecas caras, bicicletas e doces de todos os tipos. Presentes, eu sempre tive, com ou sem ocasião. O que faltou, foi a presença dos meus pais, nas reuniões da escola, nas minhas festas de aniversário, nas manhãs de natal. Nunca me faltou dinheiro da mesada, faltou foi interesse em saber no que era gasto todo o dinheiro que eu ganhava. O que se você quer saber, me casou alguns problemas na pré-adolescência. Minha casa nunca foi um lar, nunca foi o lugar para o qual eu gostasse de voltar, nunca foi um lugar que me fizesse querer voltar. Eu nunca tive alguém que me dissesse o que é certo e o que é errado, essas descobertas eu tive que fazer sozinha.
Não é sempre que digo isso, eu não gosto de contar essa história pra qualquer pessoa, eu não suporto que lamentem pela minha infância, e por mim, até hoje. Acreditem, eu fui feliz, não que eu não precisasse disso. É que depois de um tempo, você aprende a conviver com os problemas que não podem ser resolvidos, sabe? Até mesmo uma criança entende esse tipo de coisa, eu entendi.
Eu acho que tu já entendeu porque eu queria te contar essas coisas, pra você deixar de reclamar dos pais que te querem bem, e que estão sempre presentes, que te apontam a direção, e que te dão toda a liberdade pra ser quem você bem entender, que respeitam a tua opinião, e que inclusive a levam sempre em conta. Eu só queria que tu entendesse o quanto é importante que você dê valor a isso.
Faz a diferença, sério. Faz toda a diferença quando você entende.

A arte de ser piegas na mesma época todos os anos.

Acontece que eu preciso te dizer o tamanho da importância que a tua presença faz na minha vida. E bom, tu sabe que eu não sou lá muito boa em fazer isso nas outras épocas do ano, - exceto quando estamos bêbadas, dai tudo fica bem mais fácil –. Não que seja difícil de dizer o que eu sinto por você. Porque não é. É inclusive, bem fácil de te dizer que você foi e ainda é, muitas vezes, tudo que eu tenho. Seja nos metrôs lotados, nos shows com 50 mil pessoas, ou naqueles em que parece que nós constituimos a platéia toda, em mesas de bar, ou nas calçadas em frente à eles, e porra, nas vezes em que dormimos na mesma cama e você fez questão de puxar todo o edredon, haha. E as noites sem dormir, naquelas em que nós dividiamos as origens da nossa personalidade, e aqueles acontecimentos que formaram nosso caráter. Noites essas que dividimos lágrimas também sempre seguidas de gargalhadas, disso tenho certeza.
Dizem que o sentimento de estar em casa, é quando você encontra alguém com quem você se sinta a vontade em todos os momentos, e se é assim, eu estou em casa sempre que te encontro. E isso é tão fácil de dizer, sabe? Eu não tenho medo,  de dizer que porra, Rafaela, você é a minha casa. Você, a minha fucking melhor amiga, a melhor coisa que me aconteceu em 2008. E infelizmente continua me acontecendo todo esse tempo. E seja lá qual for o caminho que nós escolheremos, isso não vai mudar. Ou pra ser mais mais clara, em Brasília ou em São Paulo, o meu copo de cerveja pode ser seu sempre que você quiser.

Feliz aniversário, Rafinha. Que seus 17 anos sejam gentis contigo. Eu te amo.

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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Da arte de ser patética.

Um mês sem escrever.
Quero dizer, trinta dias sem a capacidade mínima necessária para terminar um texto coerente. Trinta lindos e ensolarados dias em que eu não consigo juntar aquelas tão desejadas palavras pra finalizar o trabalho que me custou apenas algumas horas.
Abro novamente a página do texto, repito em voz baixa ‘só mais algumas palavras, qualquer coisa que faça sentido com o assunto, QUALQUER-COISA’ e nada sai. Faço isso diariamente, sou perseverante.
Queria realmente descobrir o motivo pra tamanha falta de inspiração. Dizem que eu estou vivendo numa bolha, nos últimos tempos. Que não presto atenção em nada, que tenho vivido alheia à vida real. Mas eu não acho que algum dia eu já tenha vivido fora da tal bolha ou que tenha deixado de ser distraída. Psicólogos dizem que essas são só mais algumas das minhas formas de defesa. Segundo eles, eu sou cheia delas. E olha, se eu realmente fosse, não teria metade das cicatrizes que eu tenho. E não falo de cicatrizes físicas.
É, mais um dia sem conseguir escrever, acho que vou voltar a jogar final fantasy, uma vez que já deixei o spoiler de como deverá ser meu 2011  :*


 

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Saibamos pois.

Estamos sós.

E a cada separação, um pedaço de nossos corações fica. Fica preso naquele último olhar, num adeus sem palavras, fica ali, perdido naquele romance de porta de bar, nesses três minutos de amor sincero e correspondido. Nesse futuro com filhos, casa de praia e cachorro que você acabou de deixar pra trás.
Eu sinto a necessidade de cronometrar, de fotografar, de gravar em mim cada um desses momentos. Eu preciso saber todos os por quais e porquês do fim. É, do fim. Eu preciso me lamentar, eu preciso chorar, eu preciso sentir falta, eu preciso me lembrar de tudo. Eu preciso me lembrar do teu cheiro e de como você arrumava o cabelo entre uma palavra e outra. Preciso me lembrar delas também, das palavras. Do jeito como você as pronuncia e da entonação que a elas atribui. Vou me lembrar dos sentimentos, também, do jeito como você os esconde e os escancara ao mesmo tempo. E de como você se surpreende comigo e com as coisas que eu sou capaz de sentir. Sei que você sente todas elas, eu tenho certeza.
Vou me lembrar do que as pessoas me diziam sobre nós, de como o meu humor aparentemente mudava, ou de como eu dispensava tudo quando sentia saudade dos teus braços. Teimávamos em não admitir qualquer comentário sobre isso, quando você não percebe, as coisas duram mais sem se tornar incômodas. Descobríamos então o segredo pra felicidade.
Me limito a continuar aqui, me referindo ao hoje como ontem, e me perdendo em um passado que ainda é presente. Só porque sei que não temos escapatória, nasceu fadado ao fim, cresceu pra ser lembrança. Toda história de amor é uma cerimônia de adeus.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

You just need something to hold tight, my dear.


Você precisa acreditar. Nem sei quantas vezes eu já te disse isso.
Tu precisa mostrar a que veio. Pegar aquelas oportunidades que você tem e fazer delas o que tu tanto imagina enquanto olha pras paredes do teu quarto, enquanto aquelas lágrimas salgadas lhe escorrem dos olhos. Eu sei que você quer, eu sei que você precisa disso mais do que ninguém, você precisa desse conselho. 
Eu sei o quanto você precisa que alguém pegue a tua mão e te diga que nunca mais vai largar, alguém que se importe e que te ligue dezessete vezes por dia, que te faça sorrir pela manhã e que te suje de sorvete e divida o guarda-chuva, mesmo que tu se molhe todo. Sei o tanto de felicidade que te falta.
E você sabe que isso só pode dar certo se for feito por você, sabe que precisa se esforçar, manter a calma, continuar tentando.
Eu só desejo profundamente que você não desista, meu querido. E que você nunca esqueça o quanto de sorte você tem e nunca, nunca duvide das suas opiniões, elas são tudo que você tem.  Eu simplesmente não aguento te ver duvidando de ti mesmo, eu sei que tu consegues.
Eu te adoro, e espero que você me desculpe por ter sido sempre tão dura com as palavras.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Da dura poesia concreta de tuas esquinas.

Da deselegância discreta de tuas meninas.

São Paulo tem que ser vivida, tem que ser sentida.
E se não gosta, é
porque nunca foi à uma virada cultural, ou nunca viu as luzes de natal na Av. Paulista.
E se reclama do transporte é porque nunca ninguém sorriu pra você no metrô, ou porque nunca conheceu ninguém num ponto de ônibus qualquer.
E se não gosta da agitação é porque nunca deitou na grama do Ibirapuera num sábado a tarde.
Quem vive a cidade consegue ver beleza nessas pequenas coisas, nas curvas do copan, na imponência do municipal e no amanhecer por trás das nuvens, quando ele é visto de uma esquina qualquer da consolação.

 

Alguma coisa acontece sim, no meu coração.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

I forget to say out loud,

How beautiful you really are, to me.
Eu sei que as vezes eu esqueço do quanto você gosta de mim, que muitas dessas vezes eu te magoo, e que além de tudo eu espero que você sempre entenda. E que te deixo encabulado com algumas coisas que digo. Que faço ou fiz tudo que você mais desaprova. E que eu digo coisas importantes com um tom de normalidade muito fora do comum, pra ti.
Eu não sei quantas vezes eu já disse pra ti o quanto eu gosto desse teu jeito de me aceitar, mesmo quando eu sei que você só queria poder levantar da tua cadeira me pegar pelos ombros, chacoalhar e gritar algumas palavras, pra me fazer criar juízo.
É que eu queria que tu visse tanta coisa, queria que tu sentisse tanta coisa, que visse as cores da cidade como eu vejo, que sentisse a chuva como eu sinto. Tantos momentos assim que eu queria dividir contigo. Tantas discussões que eu queria ter olhando nos teus olhos.
E olhando nos teus olhos, eu queria poder te dar esses parabéns.
Feliz 18 primaveras, carnavais, verões, dia-das-bruxas. Feliz 18 anos.
Sinta-se abraçado. Mais uma vez, mais de mil vezes.

Eu te adoro, L.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Você precisa saber da piscina.


You know, you must try the new ice-cream flavour.
Do me a favour, look at me closer.
Join us and go far,
And hear the new sound of my bossa nova,
Baby, baby.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Escrevo, escrevo, escrevo, escrevo. 
Fecho a janela e não salvo, de propósito.
Nada tem saído do jeito que eu esperava, acho melhor dar um tempo.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

E tanto eu tenho pra dizer,
se eu só pudesse te olhar.
Se tens em mim o teu revólver,
hei de ti próprio disparar.
Por onde é que andarás?  





quarta-feira, 13 de outubro de 2010

It's been a while.

And you've found someone better.

Ouço a tua história como ouço a de qualquer outro casal. Talvez o meu coração se aperte um pouco mais dentro do peito, por se tratar de ti. Completamente destruídos, você e ela. 
Tanto amor, eu me lembro. De me perder entre as risadas e beijos, de me perder tentando achar a parte em mim que tinha inveja de tudo aquilo, a parte que queria um pedacinho da felicidade de vocês, não por maldade, mas por puro e simples encanto. 
Bilhões de garotas no mundo e tu só querer aquela. Loucura. Se qualquer pessoa te dissesse que acabaria desse jeito, tu teria gargalhado da pretensão e mudado de assunto. Afinal, ela era tudo que tu tinha naquele momento, não era?  Não tinha mais ninguém pra confiar. 
Quer dizer, não alguém tão doce, ou alguém tão bonita quanto. Outro alguém não faz teus olhos brilharem do jeito que ela faz, outro alguém não te acompanha tão bem ao som daquela melodia lenta, não ri das tuas piadas sem graça, e também não te entende tão bem quanto ela fazia.  
Ainda acho bonito a falta que tu sente dela, e como tu te perdes com as coisas mais simples. Eu entendo que depois de dez anos de convivência tenha ficado algum tipo de sequela. Entendo, de verdade.
Te ver destruído tem me feito desmoronar aos poucos junto contigo. Não escrevo isso por mim, escrevo porque sei que tua história merece lugar dentre as minhas memórias, e porque quero muito te dizer que tu tem sido meu irmão mais velho há tantos anos, me protegido de tanto sofrimento ao longo desse tempo. Eu pensei em te dizer que também posso ser alguém em que tu pode se apoiar, eu me sentiria mais feliz por poder retribuir todos esses anos. 
Tenho absoluta certeza de que tu vais achar outra menina-dos-olhos pra te fazer sentir perdido, e pra cantar todas essas tuas baladas embaladas por esse teu sotaque cantado que eu tanto gosto.  




Heart skipped a beat
And when I caught it you were out of reach
But I'm sure, I'm sure
You've heard it before.


Tinho ♥

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Pra não dizer que não registrei.

Ainda não achei um jeito de descrever. Certamente não acharei.
E bom, ainda teimo que estragaria se achasse, por isso não tento.
Nove de Outubro de Dois Mil e Dez, Um dia pra recordar.

E pra ser mais clara, me permitam dizer que: FOI DO CARALHO!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Deixe tocar, aquela canção.

Uma vez mais.








E ninguém dirá que é tarde demais, que é tão diferente assim.
Do nosso amor, a gente é que sabe, pequena ♥


SWU!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

I'm freaking fine.

Se melhorar estraga. 








Mas agora eu preciso tomar alguns comprimidos, com licença.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Sambo por gostar de alguém, gostar de

me lava a alma, me leva embora.

Eu nunca tinha parado pra pensar no quão importante pra minha criação tu tinha sido, pai. Tu consegue acreditar nisso? Tu é meu pai, e eu nunca tinha reparado o quanto de ti tem em mim. E que grande parte de tudo que eu sou eu devo a tua influência. 
Logo eu, que nunca fui de verbalizar meus sentimentos, principalmente em relação à você e à nossa relação de amor e ódio. Logo eu, que herdei de ti a teimosia e a prepotência, e tu sabe disso. Justamente eu. Aqui, escrevendo pra você que é a minha maior birra, a minha briga garantida. Mas que também é meu primeiro colo, minha primeira fuga, o meu maior abraço, e se não o maior, o mais apertado, o mais cheio de significado. Tu é meu exemplo, mesmo que as vezes eu teime em fugir de ti, te vejo quando olho no espelho, sou teu reflexo, é visível. 
Sei que devo a ti muitas das minhas gargalhadas, as minhas lembranças de infância - aquelas só nossas -, o meu medo do escuro, o meu gosto musical, e aquele gosto de carnaval com cheiro da garoa de sampa que eu sei que você também sente em tudo que tu faz. 
Tem muito de você comigo, pai. 
Tantas coisas que eu queria te contar sobre mim, e tantas que eu queria saber sobre você. E todo esse orgulho de te ter do meu lado. 
Eu sei que não digo isso o suficiente, mas eu te amo pai, eu te amo muito.









sábado, 18 de setembro de 2010

Foi numa segunda de manhã,

Que eu te encontrei com pressa. 
Eu estava indo trabalhar e você voltando de uma festa.
 





Beatles, Ramones, cerveja, terror trash e muita, mas muita síndrome underground.
Talvez isso tenha curado toda aquela minha sensação tediosa de estar o tempo todo sozinha. 
Gosto de saber que não estou, obrigada por estar lá todos os dias por mim. 

Veja, meu bem, o que você tem
O poder de me desviar do meu caminho.