
Você para de procurar monstros embaixo da cama,
quando percebe que eles estão dentro de você.
Da deselegância discreta de tuas meninas.
São Paulo tem que ser vivida, tem que ser sentida.
E se não gosta, é porque nunca foi à uma virada cultural, ou nunca viu as luzes de natal na Av. Paulista.
E se reclama do transporte é porque nunca ninguém sorriu pra você no metrô, ou porque nunca conheceu ninguém num ponto de ônibus qualquer.
E se não gosta da agitação é porque nunca deitou na grama do Ibirapuera num sábado a tarde.
Quem vive a cidade consegue ver beleza nessas pequenas coisas, nas curvas do copan, na imponência do municipal e no amanhecer por trás das nuvens, quando ele é visto de uma esquina qualquer da consolação.

Alguma coisa acontece sim, no meu coração.


